terça-feira, 5 de maio de 2015

Dicas de Viagem - Cabo Verde



- Vistos de entrada

Os vistos para entrar em Cabo Verde, para os cidadãos europeus, podem ser adquiridos directamente no aeroporto. Quando nós visitámos o país os vistos de entrada de turista (válidos por 30 dias) custavam 2500$ (cerca de 23€).
 

- Transportes

À excepção dos ferries, em Cabo Verde não há transportes públicos. Pelo menos não na forma como os conhecemos aqui na Europa. Existem várias formas de nos deslocarmos em cada uma das ilhas que podem ser usadas e conciliadas para conseguir chegar onde pretendemos.
Os transportes mais comuns são os “alugueres”, viaturas de 9 lugares que saem de locais definidos e têm escrito de lado ou em cima os seus destinos. Na ilha de São Vicente, encontrámos autocarros a sair do Mindelo (rua de São João) para a Baía das gatas por um preço muito baixo. Também há a opção “Pick-up” com bancos atrás que funciona um pouco como os alugueres. Outra opção são os táxis que podem ser encontrados facilmente embora sejam bastante mais caros.
As principais dificuldades de mobilidade prendem-se com os horários dos alugueres e das “Pick-up´s” que, normalmente saem de uma praça ou porto a diferentes horas. A principal dificuldade é saber a que horas podemos encontrar transporte para o regresso. O que aconselhamos é perguntar a quem vos leva quais são os horários e locais de recolha para o regresso e organizar o vosso dia em função desses horários.




- Percursos Pedestres

Neste arquipélago há uma vasta rede de percursos pedestres ligando vários pontos mais ou menos recônditos das suas ilhas. Na sua maioria estes percursos são utilizados pelas pessoas das ilhas no seu dia-a-dia pelo que não os vão encontrar sinalizados ou com indicações de para onde ir. No nosso caso, sempre que tínhamos alguma dúvida ou perguntava-mos ou recorríamos ao “smartphone” com a aplicação “MapFactor Navigator” que tinha alguns dos percursos que fizemos.
Muitos dos percursos são bastante exigentes do ponto de vista físico com subidas e/ou descidas bastante acentuadas. Há que estar preparado, ter calçado adequado e não esquecer a água, chapéu e protector solar.
Também é importante referir que os cabo-verdianos estão muito habituados a andar, por isso, sempre que perguntarem a alguém quanto tempo demoram a fazer determinado percurso, provavelmente terão de acrescentar pelo menos o dobro do tempo para o fazerem ao vosso ritmo…


 
- Época Alta 

Ao que parece algumas ilhas têm uma época alta um pouco diferente do habitual. É este o caso da ilha de Santo Antão, pelo menos, onde parece que a época alta corresponde, grosso modo, ao nosso Outono/Inverno. Assim, se pensam ir entre Outubro e Janeiro, poderá ser necessário fazer algumas reservas com alguma antecedência. 




-Alimentação

A comida em Cabo Verde é muito boa e diversificada. Não podemos deixar de recomendar, a cachupa ao pequeno-almoço e ao almoço. Mesmo para vegetarianos é bastante fácil conseguir refeições diferentes e com muita qualidade.
Quanto aos cuidados com a alimentação, não são diferentes dos recomendados para outros países.

Cachupa vegetariana

terça-feira, 17 de março de 2015

Biodiversidade de Cabo Verde



A avifauna de Cabo Verde é composta por cerca de 115 espécies de aves que podem ser observadas (com maior ou menor facilidade) ao longo do ano. No entanto, devido à sua localização e características climáticas, a lista de espécies já observadas no arquipélago ascende às 253 espécies considerando também 5 espécies introduzidas pelos humanos. 

Maçarico-galego Numenius phaeopus
Das espécies deste arquipélago importa destacar os 4 endemismos das ilhas: o pardal-de-terra Passer iagoensis; o andorinhão Apus alexandri; a Tchota-de-cana Acrocephalus brevipennis; e a calhandra-do-ilhéu-Raso Alauda razae

Pardal-de-terra Passer iagoensis, macho
 

Ao longo dos 11 dias desta viagem conseguimos observar 18 espécies nas 3 ilhas que visitámos. Das 4 espécies endémicas conseguimos observar o andorinhão Apus alexandri e o pardal de terra Passer iagoensis

Pardal-de-terra Passer iagoensis, fêmea

domingo, 1 de março de 2015

Os últimos dias da viagem a Cabo Verde



Pela manhã decidimos aventurar-nos numa travessia da ilha do extremo norte ao extremo oeste num só dia. Fomos da Ponta do Sol ao Tarrafal de Monte de Trigo, com uma breve escala na cidade de Porto Novo para um café e mudar de transporte. A parte oeste de Santo Antão é mais desértica e montanhosa com incríveis vales, escavados pelas poucas chuvas que por ali ocorrem. Para chegar ao Tarrafal, apanhamos um superlotado transporte todo o terreno no porto de Porto Novo que demorou cerca de duas horas e meia a percorrer os cerca de 50 quilómetros de caminho. 

O nosso transporte para o Tarrafal Monte Trigo

Paisagem do caminho para o Tarrafal Monte de Trigo

A caminho do Tarrafal Monte de Trigo

Paisagem do caminho para o Tarrafal Monte de Trigo


Paisagem do caminho para o Tarrafal Monte de Trigo

Tarrafal de Monte Trigo é uma pequena e pacatíssima aldeia de pescadores no extremo oeste de Santo Antão onde aproveitamos para fazer praia, passear, relaxar e ir pescar à linha, num barquinho a remos. Aproveitámos para descansar uns dias e saborear o sossegado passar do tempo que se sente nesta aldeia.

Praia de Tarrafal Monte de Trigo



Pôr-do-sol no Tarrafal Monte de Trigo

De regresso a Porto Novo, fizemos uma caminhada entre o Alto Mira e a Chã de Morte mas, desta vez, fomos com um amigo cabo-verdiano que nos envolveu mais com a cabo-verdianidade, seus os caminhos, pessoas, plantas, tradições, cultura e, como não podia deixar de ser, o grogue. O percurso de cerca de 6 quilómetros desenrola-se por entre majestosas e imponentes paisagens vulcânicas salpicadas por pequenos e verdejantes “oásis” de pequenas hortas com as imponentes mangueiras. Os contrastes de cores e a aspereza das formas são substancialmente sublinhados pela grandiosidade das ribeiras e vales compondo dramáticas paisagens de uma beleza ímpar. 


Vista do percurso até à Chã de Morte

Paisagem  agrícola perto do Alto Mira

Pequena plantação de mangueiras no percurso

Vista do caminho percorrido

Vale encaixado da Ribeira das Patas

Pequena pausa para provar um Grogue

Foi já com “sodade” que nos despedimos de Santo Antão e regressamos a Santiago e à cidade da Praia. A nossa visita estava prestes a terminar mas, ainda tivemos tempo para fazer uma pequena incursão pela Cidade Velha, aquela que terá sido o primeiro estabelecimento humano do arquipélago de Cabo Verde.

Cidade Velha

Rua de Banana - Cidade Velha
Uma rua da Cidade Velha

Forte Real de São Filipe - Cidade Velha