domingo, 1 de março de 2015

Os últimos dias da viagem a Cabo Verde



Pela manhã decidimos aventurar-nos numa travessia da ilha do extremo norte ao extremo oeste num só dia. Fomos da Ponta do Sol ao Tarrafal de Monte de Trigo, com uma breve escala na cidade de Porto Novo para um café e mudar de transporte. A parte oeste de Santo Antão é mais desértica e montanhosa com incríveis vales, escavados pelas poucas chuvas que por ali ocorrem. Para chegar ao Tarrafal, apanhamos um superlotado transporte todo o terreno no porto de Porto Novo que demorou cerca de duas horas e meia a percorrer os cerca de 50 quilómetros de caminho. 

O nosso transporte para o Tarrafal Monte Trigo

Paisagem do caminho para o Tarrafal Monte de Trigo

A caminho do Tarrafal Monte de Trigo

Paisagem do caminho para o Tarrafal Monte de Trigo


Paisagem do caminho para o Tarrafal Monte de Trigo

Tarrafal de Monte Trigo é uma pequena e pacatíssima aldeia de pescadores no extremo oeste de Santo Antão onde aproveitamos para fazer praia, passear, relaxar e ir pescar à linha, num barquinho a remos. Aproveitámos para descansar uns dias e saborear o sossegado passar do tempo que se sente nesta aldeia.

Praia de Tarrafal Monte de Trigo



Pôr-do-sol no Tarrafal Monte de Trigo

De regresso a Porto Novo, fizemos uma caminhada entre o Alto Mira e a Chã de Morte mas, desta vez, fomos com um amigo cabo-verdiano que nos envolveu mais com a cabo-verdianidade, seus os caminhos, pessoas, plantas, tradições, cultura e, como não podia deixar de ser, o grogue. O percurso de cerca de 6 quilómetros desenrola-se por entre majestosas e imponentes paisagens vulcânicas salpicadas por pequenos e verdejantes “oásis” de pequenas hortas com as imponentes mangueiras. Os contrastes de cores e a aspereza das formas são substancialmente sublinhados pela grandiosidade das ribeiras e vales compondo dramáticas paisagens de uma beleza ímpar. 


Vista do percurso até à Chã de Morte

Paisagem  agrícola perto do Alto Mira

Pequena plantação de mangueiras no percurso

Vista do caminho percorrido

Vale encaixado da Ribeira das Patas

Pequena pausa para provar um Grogue

Foi já com “sodade” que nos despedimos de Santo Antão e regressamos a Santiago e à cidade da Praia. A nossa visita estava prestes a terminar mas, ainda tivemos tempo para fazer uma pequena incursão pela Cidade Velha, aquela que terá sido o primeiro estabelecimento humano do arquipélago de Cabo Verde.

Cidade Velha

Rua de Banana - Cidade Velha
Uma rua da Cidade Velha

Forte Real de São Filipe - Cidade Velha

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Cabo Verde - Ponta do Sol, Santo Antão

Sendo a ilha de Santo Antão uma ilha de caminhos e caminhantes, a melhor forma de a conhecer e entender é, sem sombra de dúvida, ir colocando um pé à frente do outro. 

Chegados à ilha, a segunda maior e a mais setentrional do arquipélago, fomos directamente para o ponto mais a Norte, a Ponta do Sol. Apanhando um transporte colectivo (as típicas carrinhas de 9 lugares de áfrica) logo à chegada do ferry, o trajeto dura cerca de uma hora e oferece dramáticas imagens da vigorosa interacção entre a terra e o mar que a rodeia.


Paisagem entre Porto novo e a Ponta do Sol
Já instalados na Ponta do Sol, começamos uma pequena caminhada até à cénica aldeia das Fontaínhas. Esta parte do percurso faz parte de uma caminhada mais longa entre a Cruzinha da Graça e a Ponta do Sol que acabamos por não ter tempo para fazer mas, que, segundo vários relatos e descrições, é altamente aconselhada. 

Vista da Ponta do Sol do Percurso para as Fontaínhas

Percurso Ponta do Sol - Fontaínhas

Aldeia das fontaínhas

Percurso Ponta do Sol - Fontaínhas

Percurso Ponta do Sol - Fontaínhas
No dia seguinte fizemos outra caminhada com início em Água das caldeiras a 1501 metros de altitude terminando na Ribeira Grande ao nível do mar. Um estreito, inclinado e ziguezagueante trilho leva-nos por espantosas paisagens começando por entre as nuvens, passando por zonas cultivadas e pequenos lugares como o Rabo de Junco ou o Xô Xô e desembocando na ribeira da Torre que nos conduz até ao mar. Apesar da dureza da descida (a nós levou-nos cerca de 5 horas e meia) é uma belíssima caminhada que recomendamos vivamente.

Cratera "Cova do Paúl" ponto de início do percurso

O percurso de descida

Paisagem percurso Água das Caldeiras - Ribeira Grande

Paisagem percurso Água das Caldeiras - Ribeira Grande
Paisagem percurso Água das Caldeiras - Ribeira Grande

Paisagem percurso Água das Caldeiras - Ribeira Grande